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Por Daniel de Granville, Guto Bertagnolli e Tietta Pivatto DE RECIFE (PE) A NATAL (RN)
Também ficamos alojados na base da Barra de Mamanguape, um dos lugares mais preservados que conhecemos, com vilas de pescadores, manguezais e um estuário protegido por barreira de corais, onde é feita a reintrodução dos peixes-boi à natureza. Valeu a força do pessoal do Projeto e dos moradores locais que nos deram LITROS de água de côco!!!! Em Itamaracá, também visitamos o Forte Orange, um marco histórico das invasões holandesas que dominaram Olinda e esta região no séc. XVII. Resolvemos cruzar toda a Ilha para chegar no Pontal, onde atravessamos o canal num barco com vela improvisada - acreditem, ele balança mesmo!!
Passamos a noite em Jacumã (PB), na expectativa de visitar praias renomadas como Tambaba (a única praia de naturismo do Nordeste) e Coqueirinhos, mas São Pedro achou melhor a gente se comportar e (é claro!) mandou aquela chuva, que durou o dia todo... Só o Daniel teve coragem de pedalar até Coqueirinhos, para comprovar que o lugar deve ser muito gostoso num dia de sol.
Depois de João Pessoa e Mamanguape, pedalamos pela praia até a Barra de Camaratuba, num trecho repleto de dunas, falésias, mais vilas de pescadores e o mar (ora verde, ora azul, mas sempre lindo). Difícil foi atravessar um trecho de uns 20 metros de pedras escorregadias e pontudas, e em seguida o rio Camaratuba, com as bicicletas nas costas!!! Quando estávamos quase indo embora, o Luís Arnaldo (aquele de Trancoso e Morro de São Paulo) surgiu do nada pedalando, e acabou nos acompanhando por um trecho do percurso.
Chegamos já de noite em nossa primeira parada no Rio Grande do Norte. Não dá pra descrever o visual que tínhamos, no alto de uma falésia de frente para o mar e ao lado da maior reserva de Mata Atlântica no Estado - a Mata da Estrela. Próximo destino: Pipa!
Pipa foi realmente a melhor surpresa da viagem. Pelos comentários que ouvíamos, esperávamos mais uma região degradada pelo turismo desordenado. Porém, o que encontramos foram pessoas muito legais que têm real consciência da necessidade de se fazer turismo de maneira sustentável - tanto que nos convidaram a dar uma palestra para os empresários de turismo locais, trocando idéias e experiências.
De Pipa seguimos para Natal, e como regra nas capitais, passamos por uma "maratona" de entrevistas, palestras e exposições. Até fez a gente se sentir importante ( ! ), apesar do pouco tempo que sobra pra conhecer a cidade. Deu para visitar apenas o Forte dos Reis Magos e o Centro Turístico.
O vento sul e os dias sem chuva têm nos ajudado bastante, embora às vezes o calor quase frite nossas peles paulistas. Fora isto, é curioso que em cidades como Recife e João Pessoa, boa parte dos motoristas usem a buzina a todo momento, e não respeitam o ciclista como manda a lei.
Aqui tivemos a chegada de mais um elemento que pedalou com a gente por uns tempos - o Marquinhos, velho amigo de Biologia e de Pantanal.
Finalmente alguém pra carregar as nossas tralhas (hahahaha)...
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