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Por Daniel de Granville, Guto Bertagnolli e Tietta Pivatto DA PRAIA DO FORTE (BA) A MACEIÓ (AL) Ainda na Praia do Forte vimos um noticiário da TV que o ano de 1999 estava chovendo 30 % a mais que o normal no Nordeste (e nós sentimos isto na pele!). Apesar do trabalho extra de ter que proteger da chuva todo o equipamento, e do certo desconforto que isto nos trás, a viagem seguiu num ritmo muito bom. Porém, as chuvas torrenciais que caíam no litoral norte da Bahia nos fizeram "apelar": não podíamos fotografar, conhecer os lugares, fazer as exposições ou entrevistas. Assim, decidimos tirar um pouco nosso atraso e fugir das nuvens negras tomando um ônibus, que percorreu toda a Linha Verde (da Praia do Forte até a divisa com o Sergipe, num total de aproximadamente 150 km). Foi um pouco frustrante, mas durante a viagem chegamos à conclusão de que foi tomada a melhor decisão.
No dia seguinte fizemos nossa primeira pedalada no Sergipe, seguindo de Indiaroba até o Pontal, onde tomamos um barco para voltar à Bahia (!?) e conhecer Mangue Seco. A idéia do ônibus realmente foi boa, pois tivemos na terra da Tieta (a do Jorge Amado, não a nossa...) dois dias de muito sol, belíssimas paisagens entre dunas e
coqueirais. A passagem pelo Sergipe foi muito rápida, merecendo destaque a maior pedalada contínua até aqui (69 km!) para chegar em Aracaju.
De volta às bikes, pedalamos 30 km acompanhando o São Francisco, cruzando o chamado "Pantanal Alagoano", uma área alagadiça sob influência das águas deste rio.
A paisagem da foz é composta por coqueirais, dunas e muitas jangadas, que com o colorido de suas velas inspiraram belas fotos. Vale lembrar que nosso almoço - um delicioso bufê à beira mar - foi em território sergipano, na margem direita do rio, com muito sol e direito a uma siesta sob a sombra dos coqueiros.
Do Pontal do Coruripe até Barra de São Miguel a estrada fica recheada de canaviais e ladeiras que culminam no mirante da bela praia do Gunga.
O que mais nos chamou atenção na paisagem deste último trecho é que, após sairmos da Bahia, tornaram-se raras as manchas de vegetação nativa, que foram substituídas por extensas plantações de coqueiros, cana-de-açúcar e pastagens com aparência de abandono. A única coisa que não mudava é a atenção e amizade das pessoas que encontrávamos pelo caminho.
já foi de Maceió até São Paulo pedalando, e conhece vários roteiros interessantes em sua região. Aos 1500 km rodados as bikes deram sinais de cansaço - uma delas teve um raio quebrado e um dos pneus rasgou na lateral.
Os câmbios ficaram um pouco desregulados, mas nada que não pudéssemos arrumar por conta própria nas horas "livres"...
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