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Por Daniel de Granville, Guto Bertagnolli e Tietta Pivatto
DE ILHÉUS (BA) À PRAIA DO FORTE (BA)
Ela corta uma área de Mata Atlântica muito preservada, tem ciclovia e passarelas suspensas utilizadas pelos animais para cruzarem a pista sem risco de atropelamento. Nossa primeira parada foi em Serra Grande, onde ficamos hospedados num aconchegante sítio de um amigo, situado no alto das montanhas de onde se tem uma bela vista panorâmica da mata e do mar.
De cara entramos numa trilha super radical dentro da Mata Atlântica, com direito a banho de cachoeira, tombos memoráveis e muito cacau tirado do pé para matar a fome numa das paradas de descanso.
Na manhã seguinte, partimos pela praia (pedalando e às vezes empurrando...) para Barra Grande, completando assim o primeiro mês de estrada. De lá fomos de barco para a histórica Camamu, com um pescador que levava seus peixes para a movimentada feira que acontece todos os sábados no porto.
Salvador é um capítulo à parte em qualquer viagem. Subir as ladeiras do Pelourinho de bike pela primeira vez significou um esforço titânico. Porém, a sensação é indescritível, como o próprio Pelô e sua miscelânea cultural, musical, visual e gastronômica. Para completar, estávamos em Salvador justamente no dia 13 de maio, durante a semana comemorativa aos 111 anos da assinatura da Lei Áurea - os eventos culturais pipocavam pela cidade!
Na Praia do Forte, fizemos uma palestra no Eco Resort Praia do Forte, onde vale mencionar um fato curioso ocorrido: um dos hóspedes do hotel, o simpático polonês Charlie (que mora em New York e trabalha com divulgação de música brasileira nos EUA), se interessou tanto por nosso projeto que nos convidou para um drink, em um bar da cidade. E não é que ele acabou dando uma força financeira para a continuação de nossa viagem?!?! À tarde fizemos a exposição do Projeto Pantanal vai à Praia, na base local do TAMAR, onde todo o projeto se iniciou. |