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Por Daniel de Granville, Guto Bertagnolli e Tietta Pivatto ITAÚNAS (ES) A ARRAIAL D´AJUDA (BA)
Em Arraial d´Ajuda completamos os primeiros 600 quilômetros da viagem, comemorados com 4 picolés cada um! Pedalando, nem percebemos a
mudança de Estado, pois estávamos atravessando um interminável mar de eucaliptos, contrastando com a beleza das praias e nos fazendo imaginar como seria a Mata Atlântica por lá há Pensamos que estaríamos vendo as praias o tempo todo, mas a maioria das estradas que estamos cruzando fogem um pouco para o interior. O único trecho em que vimos Mata Atlântica preservada foi numa pequena serra entre Caraíva e Trancoso (posteriormente descobrimos se tratar de uma Área de Proteção Ambiental). No mais, apenas pastagens (vimos até búfalos!!) e plantações de eucaliptos que formam verdadeiros labirintos (no trecho entre Costa Dourada e Mucuri, nos perdemos e fomos resgatados por S. Manoel, um morador da vila de Cruzelândia, onde tivemos que dormir).
Este trecho tem muitas barras (desembocadura de rios nas praias), onde geralmente não há pontes, fazendo com que o barco seja a melhor alternativa, evitando longos trechos de pedal em estradas distantes do litoral. Fizemos algumas travessias, às vezes simples como na Barra do Rio Cahy (com direito a golfinhos saltando na nossa frente), outras lindas como no rio Mucuri, nos trechos entre Nova Viçosa e Caravelas, e entre Ponta do Corumbau e Caraíva.
Em Alcobaça, estávamos procurando por uma pousada quando encontramos um mineiro muito gente boa, que nos abriu as portas de sua casa como se fôssemos velhos amigos. A mesma coisa aconteceu aqui no Arraial d'Ajuda com uma pessoa que havíamos conhecido há alguns anos em sua visita no Pantanal.
Por essas e outras, nunca se desespere. Sempre tem alguém em uma esquina ou bifurcação para lhe indicar o caminho ou lhe dar uma mão.
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