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Por Manuel R. Terra (maio/2005) Expedição
Andes
Um ano antes desta viagem e inspirado pelo filme sobre o Che Guevara: "Diários de Motocicleta", comecei a preparar minha versão de uma rota em bicicleta pelos Andes. Estudei mapas, idealizando a rota com vários croquis, ferramentas da internet, GPS, fotos de satélite e guias de viagem. Esta expedição, chamada por nós de Andes l, foi formada por apenas dois integrantes: Diego Gomes e eu, Manuel Terra. Pedalamos cerca de mil quilômetros (450 por estradas de terra) em 12 dias, com média de 86,7 km diários + 1 dia de descanso. Partimos do Rio de Janeiro e depois de um desencontro no aeroporto (Diego perdeu o avião), nos encontramos em Cusco, a mais de 3500 metros acima do nível do mar. Ali permanecemos três noites nos acostumando à altitude. Nesse ínterim fizemos um trekking a pé de dois dias ate Pisac. Caminhamos 8 horas e acampamos no Vale Sagrado dos Incas.
Em seguida começamos nossa rota, logo depois da foto comemorativa da partida na Plaza de Armas. O dia transcorreu tranqüilo, porém permanecemos muito atentos a tudo, enquanto nos acostumávamos à estrada e ao ambiente. Neste primeiro dia de pedal, quando já anoitecia, acampamos em um bosque afastado da estrada a poucos quilômetros de Checacupe. Pela manhã, desmontamos as barracas cobertas de gelo e fomos tomar nosso primeiro "café da manhã andino": bife de coração de cordeiro com arroz, ovos mexidos, inkacola e café solúvel... Isto na "estrada" e depois de ter passado uma noite de geada no mato, foi uma festa, e um combustível necessário. Checacupe é muito simpática e mostra sinais de um passado colonial importante.
No dia seguinte cruzamos, com falta de fôlego, o passo de montanha Abra la Raya (4338m), e depois de passarmos pela cidade de Sicuani, acampando novamente, mas desta vez sem barraca. Águas Calientes é uma pequena estação de águas termais, gerenciada precariamente por uma associação de Sicuani, bem simples. Conversamos com o guarda que nos permitiu dormir dentro de uma das instalações cobertas, por uns trocados. Tomamos banho a mais de 30 graus em uma das piscinas de água mineral (fora à temperatura estava abaixo de zero). Logo preparamos nossos sacos de dormir na beira e tentamos descansar naquele canto.
A 3ª etapa foi um pedal agradável e fluido, descidas suaves com vento a favor por vales e pampas de bom asfalto e pouco trânsito até Ayaviri (3250m). Uma cidade pequena porém maior do que tudo que tínhamos visto desde Cusco. Era cheia de "cyber cafés" e pequenos comércios. Ficamos no melhor hotel que encontramos. Depois de duas noites acampados percebemos que o descanso de qualidade (chuveirada, cama e comida quente) era muito importante para o sucesso de nossa travessia. Só que o conceito de água quente nos Andes é bem relativo...
Passeamos de "táxi cholo" (movido a triciclo), tiramos fotos, navegamos na rede e jantamos numa "polleria" típica: frango assado. Tivemos que partir de balaclava de tanto frio que fazia. A estrada tinha piorado (é péssima e mais movimentada entre este ponto e Puno). Paramos em Pukara, umas ruínas Inkas com vila colonial ao lado. Lanche de bom queijo, com pão e “su matesito de coca”, claro. Animados, continuamos por um desvio de terra. A paisagem tinha se transformado em Puna, a uma altitude média de 3800 metros. Vento forte e pequenos lagos. O Ichu, uma espécie de arbusto de altitude, domina esta paisagem compartilhando a terra apenas com a Queñuas, uma pequena árvore de altitude, e claro, centenas de llamas, alpacas e vicunhas. A região de Lampa é particularmente bela e tem diversas aves (me chamou a atenção a garça preta, seus bandos bebem nos pequenos lagos).
Depois de superar algumas colinas com bosques de Queñuas, descemos para o vale. Lampa é uma cidade colonial com passado de extração de prata das colinas que a rodeiam. É também chamada de cidade rosada porque devido à cor avermelhada predominante na terra da região, as casas feitas de adobe refletem a luz com tons de rosa. Não foi fácil encontrarmos alojamento, pois turistas de Puno freqüentam este destino pitoresco. Depois de muitas perguntas e cogitarmos a possibilidade de acampar, encontramos um quarto na casa de uma família acostumada a receber estrangeiros.
Seguimos por caminhos de terra entre bonitas regiões de Puna conservadas por Cabana e Cabanilla até Sillustani, onde começa o asfalto. O trânsito antes de Puno é bem movimentado e a estrada esburacada. Por segurança, preferimos pegar um atalho pela antiga estrada abandonada, que com os anos tinha se transformado numa trilha íngreme. Apesar de ter sido muito difícil, no topo nos revelou-se o lago Titicaca pela primeira vez e com grande perspectiva. Dali, descemos até Puno. A cidade tem certo movimento turístico, mas não é tão desenvolvida e atrativa quanto Cusco. Bem instalados, permanecemos duas noites e aproveitamos para descansar e incrementar nosso vestuário com lã de alpaca, pois a previsão de frio era assustadora. Também nos abastecemos com comida para termos uma pequena autonomia, já que a partir dali a rota seria mais exigente e isolada.
Partimos agora beirando o lago Titicaca e com a cordillera Real ao fundo, rumo a Pomata. Passamos por Llave, onde conhecemos um grupo de ciclistas locais. A próxima parada foi Juli, ainda na beira do lago. Logo no jantar ouvimos o dono do pequeno restaurante comentar que havia feito 15 graus negativos na noite anterior. Agora o frio era uma questão de vida ou morte e isto nos preocupou. Os próximos 400 quilômetros da rota seriam por caminhos de terra entre a fronteira do Peru com a Bolívia e Chile. Uma terra de ninguém, maravilhosamente isolada...
Passamos brevemente por Pomata para almoçarmos uma sopa "histórica" na casa de uma senhora e logo depois, antes de Desaguadero, viramos à direita (al sur!) por uma estrada de terra, deixando o lago para trás e nos adentramos numa terra hostil rumo à tríplice fronteira. Durante o caminho a Huancullani viramos uma serrinha e encontramos uma espécie de feira agropecuária. Huancullani é bem pequena e isolada, fica escondida entre dois morros, refugiada dos fortes ventos andinos. Apesar de não termos encontrado nenhum hotel, fomos bem recebidos. Os vizinhos nos permitiram pernoitar na sala de reuniões da pequena prefeitura. O frio naquela noite, ainda cedo, era espantoso.
Prestei muita atenção ao que as pessoas locais comentavam sobre a região e decidimos adotar uma estratégia mais conservadora de pedal. Menos quilômetros diários para que assegurássemos a chegada aos destinos com uma margem de luz solar razoável e sempre levando alimentos e água suplementares. A partir daí, subimos mais um pouco e nos situamos em um território a 4400 m de altitude média, até Parinacota, onde começaríamos nossa decida ao Oceano Pacifico, atravessando o deserto do Atacama. De manhã cedo fomos gentilmente convidados a tomar café da manhã na casa da família Zabala ("café da manhã andino", claro).
Logo depois começamos a nossa oitava jornada com certa serrinha rumo a Pisacoma. Desta vez encontramos uma pousada peculiar, uma senhora um tanto particular, professora do colégio local, que alugava uns quartinhos de muros de pau-a-pique, telhado de palha e chão batido. As galinhas circulavam livres pelas habitações com muita normalidade. Por incrível que pareça, foi uma das melhores noites de sono da viagem...
Começamos o dia severamente prevenidos sobre a serra que nos esperava e também pelo fato de ser normal por aquelas bandas esperarmos temperaturas abaixo de 20°C (posteriormente soube que durante a frente fria que castigou o Peru em 2004 fez menos 30°C pela região de Kuelluyo). Subimos rumo aos 4400 metros. Já estávamos aclimatados (apesar de arritmia respiratória noturna). Seguimos com destino a Ancomarca completamente integrados nessa imensidão sul-americana. Em Ancomarca não existia hotel, prefeitura e nem ninguém. A única autoridade que encontramos nesse arraial (autodenominado "centro poblado") foi o precário postinho da polícia de fronteira peruana.
Pedimos refúgio e fomos acolhidos com simpatia e direito a jantar de carne de llama (muito dura por sinal). Pernoitamos nesta isolada comunidade, em beliches com cobertores do exército, rodeados por diagramas de aviões chilenos nas paredes da saleta de rádio. Partimos cedo, com salvo-conduto da polícia peruana. No nosso décimo dia de pedalada entramos na Bolívia para sairmos de novo no Peru e nesse mesmo dia entrar no Chile. E por isso o salvo-conduto. As paisagens eram inacreditáveis, vulcões e picos nevados em várias direções. Na tríplice fronteira e dormimos na cidade chilena de Visviri.
Saímos de lá pedalando por terras chilenas rumo a Parinacota que está aos pés dos vulcões chamados de Payachatas (individualmente chamados de Parinacota e Pomerape). Sem dúvida esta foi a nossa jornada mais dura, física e psicologicamente. Pedalamos mais de 90 km (sem escalas) com muito vento contra e num terreno muito arenoso. No final, de noite, derrapávamos constantemente com as rodas da bicicleta afundadas na poeira. Chegamos por volta das 9h da noite em Parinacota, totalmente desgastados. Percebemos então na pracinha deserta, que nossas garrafinhas de água estavam congeladas...Tocamos algumas portas e um "pousadeiro" nos abriu (que visão maravilhosa depois de tamanho "perrengue"). Preparou-nos uma magnífica sopa, hospedou-nos num quarto com beliches, compartilhado com um casal de franceses, uff...!
Pegamos o asfalto da pista La Paz/Arica cansados pela jornada anterior. Pedalamos pouco ate Putre, mas começamos o declive dos 4400m ao mar. Putre está situada em uma espécie de vale a 3800 m, uma fenda na pré-cordilheira, onde corre a água dos picos nevados, engenhosamente aproveitada na lavoura, com pequenos canais, tornando a paisagem verde. Putre nos pareceu mais simpática que Visviri, onde há trânsito de caminhões de carga e certa burocracia. Nesse dia nos premiamos com uma boa pousada e nos preparamos para o nosso último dia de pedal.
O último trecho da nossa rota foi um fechamento de ouro. Iniciamos a descida de praticamente quatro mil metros atravessando o Atacama, ao todo, 145 quilômetros de descida até o mar. Impressionante! Houve um trecho de 40 km sem nenhuma lombadinha sequer, e também outros menores. Desfrutamos privilegiados de uma vista panorâmica espetacular e "ventilada" do deserto mais seco do mundo. A estrada é extremamente perigosa em alguns trechos, especialmente logo depois de Putre, onde há precipícios sem barreira e curvas assustadoras. O efeito da mudança de altitude repercutiu no nosso desempenho. A partir dos 1500m, sentimos uma leveza extraordinária!
Chegamos em Arica, na costa Chilena, cientes de termos deixado para trás um "outro mundo". O mundo das alturas, dos Quechua e dos Aymaras. Não gostamos muito de Arica e percebemos que os preços eram bem mais altos. Nesse mesmo dia fomos direto pra rodoviária onde pegamos uma lotação (bicicletas amarradas no capô) até a cidade de Tacna no sul do Peru a uns 50 quilômetros de distância. Em Tacna, ficamos num hotel legal e fizemos a festa, descansando por três dias até pegarmos um vôo pra Lima, onde ficaríamos mais uma noite e voltaríamos para o Brasil.
Para ver mais fotos da viagem, visite este link:
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Deixamos Paris cada um com sua mountain bike em direção ao Vale do Loire. Estávamos equipados com barracas, sacos de dormir, mapas e equipamentos básicos para manutenção das bikes.
Tudo era levado nas bolsas de alforje, que são bolsas especiais presas aos bagageiros das bicicletas.
Logo no primeiro dia, por falta de albergue, foi necessário fazer o primeiro acampamento da viagem e enfrentar chuva e frio, apesar de estarmos em pleno verão.
O fato de querermos conhecer com calma castelos, cidades e pessoas fazia com que pedalássemos em média, somente 60 Km/dia. Afinal tínhamos muitos dias de aventura pela frente.
De início, foi possível perceber, claramente, o respeito que os franceses têm pelos ciclistas. Nas estradas, quando ultrapassados por um automóvel, este sinalizava com a seta e a ultrapassagem era realizada a uma distância segura para evitar qualquer acidente. É o tipo de respeito que, infelizmente, não se tem aqui no Brasil.
Durante o nosso percurso pelo Vale do Loire encontramos vários grupos de pessoas, famílias e casais praticando o cicloturismo, um prazer ao alcance de todos, graças a excelente infraestrutura e cultura existente na França em relação ao ciclismo.
Para se ter uma idéia, é na França que acontece uma das mais famosas provas de ciclismo do mundo, o "Tour de France" .
Nessa região conhecemos os castelos de Beaugency, Chambord, Blois, Chaumont, Amboise, Chenonceaux. Esses castelos juntamente com muitos outros testemunharam grandes lutas travadas nessa região, e lembram a longa estada da corte francesa às margens do rio Loire.
Devido ao excelente e pontual sistema de transporte ferroviário Francês, que conta com uma invejável infraestrutura para transportar bicicletas, foi possível nos deslocarmos para o Loire Atlântico de onde continuamos a viagem pedalando em direção a Paris, passando pela Bretanha e a Normandia, região onde houve o famoso desembarque das tropas aliadas para libertar a França, então dominada pelos alemães, durante a segunda guerra mundial.
Enfrentamos novamente chuva, vento forte e muito frio em St. Brevin, a primeira cidade à beira mar em que passamos no litoral do Oceano Atlântico.
Passamos por diversas cidades e lugares, cada qual nos surpreendendo de alguma forma, seja pelo charme, pelo tamanho ou pelos momentos que vivenciamos durante a nossa passagem.
Um desses lugares foi um albergue que fica dentro de uma floresta chamada Paimpont (Fôret de Paimpont), onde tivemos que pernoitar depois de pedalarmos mais de 120 km, por causa de um erro na interpretação de uma placa.
Creio que fomos os primeiros brasileiros a se hospedar nesse albergue devido a sua difícil localização. Logo após as apresentações fizemos o nosso jantar e fomos dormir.
Já em Rennes (Bretanha), fomos entrevistados no albergue por uma pessoa dizendo ser repórter do jornal regional chamado Ouest-France. Foi uma entrevista curiosa diante da desinformação do repórter em vários assuntos em relação ao Brasil.
Nos divertimos muito nesse albergue pois além do repórter havia outras pessoas cujas características eram divertidíssimas. Era o caso do dono da cantina, que quando se esquecia de algo, dava um tapa na própria testa e em seguida soltava um sonoro arroto.
Saindo de Rennes em direção a Normandia, já na estrada, tivemos uma agradável surpresa quando uma brasileira que viajava de carro e vendo nossa bandeira na bicicleta, nos parou para conversar. Ela estava emocionada com o momento e nos falou da saudade que sentia do Brasil, já que morava há dois anos na cidade de Le Mans.
"ICI COMMENCE LA NORMANDIE" indicava a placa na beira da estrada. Ali nos despedimos da Bretanha e mergulhamos na Normandia, região que oferece uma paisagem variada, indo desde belas planícies até as falésias, passando por florestas de pinhos, vales, rios e bosques, tudo isso transmitindo uma gostosa sensação de liberdade e tranquilidade.
Outra maravilha do local é a Igreja do Mont Saint-Michel, de estilo gótico, construída numa pequena rocha na costa do mar, é mais um presente da história da arte sacra na França, existentes na Normandia. Aqui, em determinados dias do mês, a maré sobe deixando a Igreja totalmente cercada pelo mar. Ficamos acampados nas proximidades por três dias, contemplando a magia desse lugar.
A grande aventura da viagem estava para acontecer na próxima cidade dos nossos planos.
Beny-Bocage é uma dessas tranquilas cidadezinhas do interior onde todo mundo se conhece.
Em uma estrada (hoje abandonada) que fazia ligação com a cidade vizinha, havia um viaduto (Viaduc de La Souleuvre) construído em 1889 por Gustave Eiffel (o mesmo construtor da Torre Eiffel) , e desmontado em parte em 1970.
Nos dias de hoje, a partir dos pilares que restaram foi construída uma passarela para a prática do salto elástico, à 61 metros de altura, e lá de cima da prancha de salto, tem-se uma visão de um enorme vale verdejante a frente de quem vai saltar, misturando toda a emoção da beleza da paisagem, com a adrenalina no momento do salto.
"Un, deux, trois, quatre, cinq... Saute!" Nós três saltamos! É emoção à toda prova!
Para completar, Celine e Hamish, um casal que trabalhava na equipe de salto nos convidou para jantar em sua casa naquela noite.
A nossa última cidade nessa etapa foi Etretat, onde o mar, com a sensibilidade de um escultor, esculpe as falésias.
É um cenário maravilhoso, um capricho da natureza que fica a uns 100km de Rouen. Quem tiver a oportunidade não deve deixar de conhecer.
Após mais alguns dias em Paris, viajamos de trem para a Côte D'Azur no litoral do Mar Mediterrâneo, mais precisamente na cidade de Nice.
Em todas as etapas tivemos os devidos cuidados para evitar uma possível desidratação, mas no litoral fazia muito mais calor, e em consequência disso, foi necessário aumentar nosso consumo de água. A alimentação era basicamente feita com frutas, queijos, leite, yogurts, sucos e sanduíches.
Passamos por várias cidades famosas, entre elas Mônaco, Nice, Cannes, St. Tropez, St. Raphael, onde em cada uma delas havia muitas pessoas bonitas, que complementando com as belas paisagens do Mar Mediterrâneo, transmitiam o alto astral do verão no litoral.
No albergue de Toulouse fizemos amizade com duas alemãs Nicole e Cybile, que também viajavam de bicicleta. Nicole já conhecia o Brasil e falava bem o português. Combinamos de fazer um jantar no próprio albergue, elas ficaram encarregadas de fazer o jantar e nós de prepararmos uma deliciosa caipirinha.
A viagem transcorreu com sucesso total, nenhum pneu furado e não ocorreu nenhum problema mecânico. O mau tempo foi o único inconveniente em alguns momentos, porém todos eles foram superados sem maiores dificuldades. O último foi em um acampamento, onde um temporal nos obrigou a abandonar a barraca e permanecer o resto da madrugada encolhidos na área de lavar pratos.
Uma viagem de bicicleta é perfeitamente viável, tanto no Brasil quanto no exterior, desde que, antes se faça um bom planejamento.
No caso da França, fomos beneficiados pela infraestrutura, cultura e educação existentes no país em respeito ao ciclista.
Lá é proibido pedalar nas auto-estradas (Autoroutes) e essa conscientização é de todos, inclusive dos motoristas que não permitem que isso ocorra.
Para mim, essa viagem e outras que realizei aqui no Brasil, certificam a emocionante experiência que é viajar de bicicleta, pela maior aproximação com as pessoas e sua cultura, pelo contato que se tem com a natureza, e pelo gosto de realizar uma grande aventura com o sentimento de liberdade estampado no rosto.