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Por
Roseli Ronchesi (fev/2010)
CAMINHO
DO SOL
rota de peregrinação inspirada no Caminho de Santiago
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Santana do Parnaíba – SP
Parada apenas para dormir e começar o pedal de 241 km
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O Caminho do Sol é um
roteiro que fica no estado de São Paulo entre as cidades de Santana de
Parnaíba e Águas de São Pedro, passando por Pirapora do Bom Jesus,
Cabreúva, Itu, Salto, Elias Fausto, Capivari, Mombuca, Arapongas,
Piracicaba, e Artemis, totalizando 241 km.
Originalmente, este caminho, criado por José Palma, foi inspirado no
Caminho de Santiago de Compostela, e tinha como objetivo principal
receber peregrinos caminhantes. Ao longo do tempo os ciclistas foram
descobrindo este trajeto cheio de estradas de terra, paisagens
bucólicas, trechos técnicos e muito contato com a natureza, e hoje, uma
boa parte dos peregrinos fazem o caminho do sol de bike.
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Pirapora do Bom Jesus – SP, nossa primeira parada. Desde Santana
do Parnaíba são 13km
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Os caminhantes fazem o
caminho em 11 dias, e os pedalantes o fazem em 3 ou 4 dias, dependendo
das condições físicas e disponibilidade de cada um. Claro que se pode
fazer nos 11 dias, porém a bike nos dá a possibilidade de escolher as
paradas que mais nos convém.
O importante é não perder de vistas o objetivo da peregrinação que é a
reflexão e o contato muito direto com a natureza, promovendo o
auto-conhecimento.
A
Preparação
A primeira coisa que precisaria ser levada em conta era o tempo disponível para
executar o trajeto, e o momento escolhido foram os 4 dias do carnaval de 2010.
Analisado o percurso e com a ajuda do idealizador do caminho ficou decidido que
seria feito da seguinte forma:
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Pirapora do Bom Jesus - SP
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1° trecho: Santana de
Parnaíba - Pirapora do Bom Jesus - Cabreúva - Itu (Faz. Cana Verde), =
63 km
2° trecho: Itu (Faz. Cana Verde) – Salto - Elias Fausto - Capivari (Faz.
Milhã)= 62 km
3° trecho: Capivari (Faz. Milhã) – Mombuca – Arapongas - Monte Branco
(Piracicaba)= 68 km
4° trecho: Monte Branco (Piracicaba) – Artemis - Águas de São Pedro= 48
km
O início
- primeiro problema
Saímos de casa direto para o metrô, para tomar o ônibus rumo a Santana do
Parnaíba. Este ônibus vai até a rodoviária de Santana de Parnaíba. Logo de saída
a minha corrente estourou e tivemos que providenciar o conserto embaixo de
chuva, usando os únicos anéis de corrente para troca. Da rodoviária até a
Pousada 1896 são apenas 100 metros.
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Pousada Cana Verde – Itu, primeira noite
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A
1ª noite - mal dormida
Eu não teria dormido a primeira noite na pousada se soubesse como seria.
Era noite de carnaval e o pequeno bloco de rua passa em frente a pousada
e a festa durou a noite toda. É fácil imaginar que foi impossível
dormir!!
Além de tudo, as condições da pousada não são nada convidativas. O
quarto mal-cheiroso, o banheiro coletivo, e para ajudar chegou um grupo
de 10 ciclistas fazendo barulho de madrugada, sem se importar com quem
dormia, ou melhor, tentava dormir.
Para piorar um pouco o cenário,
um dos ciclistas, do grupo de 10, chegou bêbado e se instalou em uma das camas
vazias de nosso quarto, roncando muito alto o resto da noite.
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Pousada Cana Verde – Itu, primeira noite
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O
1° dia de aventuras - novos amigos
Levantamos bem cedo e o dia
estava com bastante neblina. O primeiro trecho é todo no asfalto, subidas e a
maior parte sem acostamento. Foi preciso muita atenção e cuidado.
O dia foi apresentando-se lindamente, e ao chegarmos a Pirapora do Bom Jesus,
passamos em uma bicicletaria para revisão do serviço que tivemos que executar
logo de saída. Estava tudo ok. Porém, não encontramos anéis de corrente para
reposição. Seguimos sem.
Logo na entrada do mirante da Cruz do Século encontramos um casal que fazia o
caminho, ela de apoio, ele pedalando, e seguimos todos juntos. Durante uma
conversa contamos que havíamos feito o conserto da corrente e como provisão
divina ganhamos o material para reposição, do simpático casal.
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Pousada Cana Verde – Itu, primeira noite
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Depois disso, os perdemos
de vista e seguimos sozinhos. Vale ressaltar que a vista que se tem da
Cruz do Século é muito bonita, assim como a pequena estrada de terra que
segue para a cidade; porém é um trecho que pode naturalmente ser
evitado, caso queira ganhar tempo, pois passa por um single-treck
seguido por uma pequena escada ao lado do cemitério, para sair novamente
na estrada.
Seguimos, na mesma estrada, rumo a Cabreúva, onde fizemos parada para o
almoço. A dona da pousada nos recebeu muito bem. Neste ponto é possível
usar a piscina e descansar antes de seguir.
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Bem vindos a Capivari
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É importante saber que da
estrada até o restaurante da pousada deve-se encarar uma bela subida em
estrada de terra. Considerando o calor de 40 graus, tudo parece maior e
mais difícil neste ponto. A deliciosa costela, arroz, feijão, purê de
batata, salada e tudo mais nos renovaram as forças. Dormimos um pouco,
esperamos o sol baixar e seguimos rumo a Itu.
Novamente trecho de asfalto, sem acostamento, antes de entrar em estrada
de terra. Passamos pelo armazém do Limoeiro e desta vez acompanhados
pelo quiropraxista Junior, e pela simpática família (Toninho, Flora e
Luiza).
Paramos para descansar, tomar água, repor as energias e seguimos rumo a
Fazenda Cana Verde, onde dormiríamos. Chegamos a Fazenda Cana Verde.
Aparentemente um lugar muito bonito. Fomos levados ao galpão, onde nos
hospedaríamos. Chegando, vimos um cenário desolador: sujeira por todo
lado, camas velhas e sujas, com teias de aranha, banheiro em péssimas
condições e um atendimento frio.
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De Elias Fausto a Capivari
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Chamei um funcionário e
avisei que o quarto estava sujo, ele chamou a arrumadeira e esta "passou
uma vassoura". Tivemos que nos conformar por aquela noite. Não tínhamos
forças para prosseguir mais 18 km naquele dia, até a próxima cidade, ou
o teríamos feito com certeza.
O que me deixou indignada foi ver que esta pousada tem instalações muito
boas para os hóspedes "normais", logo eles tem condições de oferecer um
local digno para os peregrinos, mas não o fazem. A impressão que tivemos
é que o fazem a contra-gosto.
Depois soubemos que uma das ciclistas que havia chegado depois de nós
foi impedida de entrar pela frente da pousada. Quando chegamos também
fomos avisados de que a nossa entrada era a do lado, que dava direto no
galpão. E mal sabem eles que éramos motivo de admiração pelos demais
hóspedes, pela nossa coragem e disposição em fazer o caminho. Todos
vinham falar com a gente para saber como era fazer o Caminho do Sol de
bike.
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Na Pousada Milhã
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Não havia se quer um
lugar para trocar de roupa, uma vez que o quarto era comunitário e os
banheiros não tinham divisão privativa para se vestir depois do banho.
Homens e mulheres, todos juntos, se quisessem. Chuveiro com ralo
entupido e uma cortina porca de plástico que mal cobria a porta. A sorte
é que chegamos antes do grupo de ciclista que vinha logo atrás.
Jantamos e fomos dormir. Claro que eles não oferecem nem um travesseiro,
a menos que você peça para alugar. Pensando nisso levamos os nossos.
O
2° dia de aventuras - muitas descidas
Partimos rumo a Fazenda Vesúvio. Manhã fresca, dia lindo, mas prometendo
muito calor!!! Teoricamente este foi o dia mais fácil da viagem, uma vez
que o trajeto tem muitas descidas e grandes retões. Passamos na Fazenda
Vesúvio para pegar carimbo no passaporte e seguimos em frente.
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Amanhecer na Fazenda Milhã
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Passamos por Elias Fausto
onde almoçamos e descansamos, e depois seguimos rumo a Fazenda Milhã. No
caminho encontramos mais três ciclistas que também dormiriam na Fazenda
Milhã. Neste ponto tivemos ótimas companhias, no melhor alojamento do
passeio.
A Fazenda Milhã é muito bem equipada, com geladeira cheia de bebidas, no
sistema pegue e marque, pague na saída. O jantar foi servido na salinha
de jantar, havia três quartos, dois banheiros, tudo limpinho, bem
equipado, toalha de banho e um farto café da manhã. Tivemos sorte, pois
somente em 5 pessoas foi possível ter um quarto privativo e pouca espera
para usar o banheiro. A Fazenda tem belos jardins e um atendimento muito
amigável. Bata o sino ao chegar e aguarde, pois um jantar delicioso virá
a seu encontro, após um banho relaxante. Foi um oasis, depois das outras
"pousadelos".
O 3° dia
de aventuras - estradas difíceis
Forças renovadas, café da manhã tomado, alongamento feito, revisão de pneus e
corrente, seguimos em frente, rumo a Mombuca. Este trecho é amigável, algumas
retas, sempre em estradas de terra e subidas moderadas.
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Da Fazenda Milhã a Mombuca
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Chegamos a Mombuca,
carimbamos nosso passaporte na pousada e partiríamos para Arapongas,
quando fomos alertados que seria importante já almoçar ou fazer um
lanche e abastecer de água, pois a pousada de Arapongas estaria fechada,
porque só abre às quartas-feiras, e não há nada na cidade.
Não sabíamos
de nada disso, se não tivéssemos sido avisados em Mombuca teríamos
enfrentado sérios problemas de abastecimento, pois de Arapongas a Elias
Fausto não há absolutamente NADA no caminho além de vegetação e muita
cana de açúcar.
Passamos na padaria, comemos um lanche, tomamos refrigerante, compramos
água e providenciamos um lanche para viagem. Neste ponto os colegas
ciclistas que haviam dormido na Fazenda Milhã conosco nos encontraram e
já os colocamos a par da situação. Seguimos para Arapongas.
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De Mombuca a Arapongas
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Este é um trecho um tanto
difícil, porque ai o solo começa a ter muitos cascalhos soltos, subidas
e terra e quase nenhuma sombra. A sede é muito grande e a necessidade de
tomar água é enorme, o que pode ser um problema se não estiver muito bem
abastecido.
Percorrendo este trecho encontramos uns dois pequenos bosques, ótimos
pontos para descansar e refrescar-se na sombra. Foi muito fácil perceber
o que o desmatamento faz com o planeta, pois quando nos deslocávamos do
sol ardente para debaixo de algumas árvores a sensação térmica era de
uns 3 graus a menos!! Impressionante!!!
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Atenção Ciclistas!!!
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Depois de muito pedal
pela frente, muito sol na cabeça e muita subida com cascalho avistamos,
milagrosamente, um caminhão pipa, jogando água na estrada de terra. Não
tivemos dúvidas, corremos e nos colocamos debaixo da água. Nos
refrescamos muito e seguimos de roupas molhadas, o que nos deu uma ajuda
e tanto!!!
Em um dos pequenos bosques
atolamos as bikes e sujamos bastante os tênis. Paramos para retirar o barro dos
freios e das correntes. Perigo eminente!
Chegamos na pousada em Monte Branco bastante cansados, o trecho era bem difícil,
as subidas muito técnicas e o calor avassalador. Mas chegamos!!!
Ficamos preocupados, porque desde Monbuca não tivemos mais noticias dos 3
colegas ciclistas. Avisamos na pousada e eles logo contataram a Fátima, em São
Paulo, nossa "anja", que nos monitorava sempre que achava que estávamos
demorando a chegar na próxima pousada. Com certeza o celular tocaria, se tivesse
sinal.
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De Monte Branco a Artemis
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Os colegas ciclistas
foram contatados e soubemos que estava tudo bem, que eles tiveram que
trocar pneus algumas vezes e se hospedariam em Piracicaba, na casa de
parentes. Tomamos banho, jantamos e recebemos massagem nos pés e nas
pernas, feita pelas filhas do proprietário, que em troca recebem o
quanto você achar que vale. Valeu!!! Fomos dormir bem cansados e
ansiosos pelo último dia de pedal.
O 4° dia
de aventuras - recebemos o Ara Solis
Desta vez tivemos uma canja, a simpática família (Toninho, Flora e Luiza)
ofereceu para levar nossas malas no carro de apoio deles. Que bom, pois o último
trecho tinha bastante subida, muito cascalho e o sol parecia mais forte que em
qualquer outro dia. Foi uma bênção.
Passado o pior trecho de subidas encontramos a grande seringueira, enorme,
frondosa. Parecia uma miragem no deserto. Ali estava o Anjo do Caminho, com
frutas, suco, e lanche, esperando os peregrinos famintos. Comemos, bebemos,
agradecemos, descansamos e partimos para o último trecho do pedal.
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Águas de São Pedro - SP
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A última parada, antes de
imagem de São Tiago, foi na padaria para pegar o carimbo e usar o
banheiro. Seguimos rumo ao centro de Águas de São Pedro, visitamos a
imagem de São Tiago, na praça e finalmente, chegamos a Casa de São
Tiago, badalamos o sino anunciando nossa chagada. Fomos recebidos pelo
idealizador, Sr. Palma, para dar nossos depoimentos e receber a Ara
Solis.
Fomos até a pousada Estrela da
manhã, tomamos banho, descansamos e voltamos no mesmo dia para São Paulo.
Tomamos o metrô, com as bikes e finalmente chegamos aos nossos lares felizes e
em segurança. Realizamos um sonho!!!
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São Tiago em
Águas de São Pedro - SP
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Eu aplaudo: O vento
repentino no rosto, refrescando o momento, algo tão divino. A
prestatividade da Fátima em nos monitorar. A pousada Milhã e a humilde
receptividade da Márcia, a prestatividade do Sr. Jesus e familia, em
Monte Branco, o caminhão pipa na hora certa, o presente dado pelo
ciclista, que nem sabemos o nome, para conserto da corrente da bike, a
simpatia dos 3 colegas ciclistas, a gentileza do Jr. quiropraxista, o
belo exemplo da família Toninho, Flora e Luiza. E agradeço a Deus pela
realização do caminho, por ter tido forças e pela companhia do meu amigo
André.
Eu jogo tomates: No
desmatamento ao longo do caminho, retirando as sombras, e aquecendo o planeta, o
descaso da pousada Cana Verde, eles podem fazer melhor. Eu discordo de quem não
respeita o silêncio das trilhas e deseja impor seu ritmo barulhento aos demais,
perturbando o momento de contemplação.
Mais fotos:
http://www.flickr.com/photos
Para conhecer mais sobre a
história deste percurso sugiro uma visita ao site oficial:
http://www.caminhodosol.org/historia.htm
Dicas
Para concluir o caminho
do sol de bike com segurança foi essencial uma revisão completa da bike;
além de providenciar todo o apoio necessário.
Equipamento para a bike:
2 câmaras de ar; extrator de corrente; anéis para corrente; kit de remendo para
câmara e pneu; lubrificante para corrente; jogo de chaves; cadeado; alicate;
lanterna; luz traseira; odômetro; camelbak; bagageiro; porta-mapas e bolsa de
selim;
Era muito importante levar pouca bagagem, uma vez que o trajeto exigiria força e
resistência.
Bagagem Pessoal:
3 camisetas dry fit; 2 bermudas de bike; 1 blusa fleece; capa de chuva; 1 calça
esportiva; 1 bermuda; 3 pares de meia; 4 peças intimas; 1 toalha de camping ou
fraldas ou toalha de rosto; roupa de banho; 1 lençol; 1 mini-travesseiro ou
travesseiro inflável (na maioria das pousadas existe a possibilidade de alugar
roupa de cama para passar a noite).
Kit de sobrevivência:
gaze; micro-poros; luva cirúrgica; pomada para assaduras; anti-séptico;
relaxante muscular; sal de frutas efervescente; analgésico; creme dental; escova
dental; fio dental; repelente de insetos; bloqueador solar; protetor labial;
colírio; lixa de unha; lenços umedecidos; papel higiênico; sabonete;
mini-shampoo (tipo amostra grátis); mini-condicionador (tipo amostra grátis);
celular e carregador de bateria; máquina fotográfica e carregador de bateria;
barras de cereais; gel energético;
(1 sache a cada 30 minutos de pedal garante energia mais rápida para o corpo,
principalmente nos momentos de maior cansaço); frutas secas; maltodextrina; e
chocolate (coloque numa caixinha de isopor, assim não derrete).
Transporte:
- Para Santana do Parnaíba - quem faz este trajeto a partir de São Paulo é a
Empresa Urubupunga, a R$ 6,40. As bikes foram no bagageiro sem nenhum problema.
O tempo desta viagem foi de aproximadamente 2 horas.
- De Águas de São Pedro para São Paulo - empresa de ônibus Piracicaban tem
ônibus direto para o Tietê, com passagem a R$ 36,00. Colocamos as bikes no
bagageiro, sem problemas.
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Roseli Ronchesi é fotógrafa
amadora,mergulhadora, ciclista desde 2000. Já pedalou pelas principais trilhas
do interior de São Paulo, vários trechos da estrada Real, e sempre participa de
eventos ciclísticos pela cidade. Amante de viagens de aventuras, já escalou o
pico das agulhas negras, fez curso de sobrevivência na Selva . Compartilha suas
experiências de viagens,entre elas África do Sul e Galápagos em seu blog Imagens
e Viagens
http://roselironchesi.blogspot.com |
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